A tendência saudável dentro do ramo de alimentos: funcionalidade supera o sabor?


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Por Letícia Fernandes

 

Em entrevista para o site Taste Tomorrow, o “trendwatcher” Frank Lindner falou sobre o assunto. Lindner trabalha com a plataforma para tendências e inspirações chamada Food Inspiration, com base na Holanda.

A alimentação tem um papel fundamental em nossas vidas, visto que nos fornece energia e saúde. Como consumidores, estamos a cada dia mais buscando um estilo de vida mais saudável e uma alimentação melhor e mais regrada. Para além das dietas, os consumidores vêm buscando mais conhecimento sobre o que comem.

Segundo Lindner, hoje em dia tratamos os alimentos como se fossem cosméticos para a parte interna do corpo, e essa tendência saudável só tende a aumentar. “Enquanto os alimentos saudáveis eram um nicho nos anos 80 e 90, principalmente entre hippies e ambientalistas, agora é um estilo de vida para um significativo número de pessoas. Mais e mais consumidores estão adotando uma alimentação saudável”.

Ainda segundo ele, por mais que esse estilo de vida tenha mais apelo, hoje em dia, entre os jovens e pessoas com dinheiro, fica claro que “nossa noção sobre comida está mudando de achar que é uma necessidade nutricional para algo que pode curar e fazer bem. Consumidores antenados estão cada vez mais olhando para o relacionamento entre calorias e nutrientes. Eles se perguntam: como esse produto afeta meu corpo? Ele contribui para comportamento mais balanceados e pensamentos relaxantes? Ele tem um rótulo claro (clean label)? Nós não queremos apenas parecer bem externamente, mas internamente também. Também existe um crescente estudo acadêmico envolvendo nossos alimentos e saúde. Eu prevejo que, nos próximos anos, pseudo-tendências como saúde, veganismo e não beber álcool, se tornarão mainstream“.

Para nossa sorte, toda essa mudança vem acontecendo muito rápido, e em todos os setores: desde food service até varejo e indústria. Existem restaurantes com os mais diversos conceitos, seja vegano ou com zero desperdício, os bowls de salada e até máquinas de venda automática que possibilitam a compra de refeições saudáveis.

Muita coisa também vem acontecendo no mundo dos snacks e nas redes de fast food, com os hambúrgueres plant-based e o replanejamento de cardápios. Nos supermercados, podemos encontrar um maior número de substitutos para a carne e muitas marcas pequenas e inovadoras que estão ganhando seu lugar ao sol.

A conclusão obtida pelo Taste Tomorrow com sua pesquisa foi de que, de acordo com os consumidores, um produto saudável não é apenas um produto sem açúcar, gordura ou sal. Além de incorporar “bons” ingredientes, como fibras e proteínas, um produto saudável deve ser saboroso também.

Outra conclusão reveladora foi de que os consumidores estão otimistas quanto o futuro dos alimentos. A maioria considera que, no futuro, a comida será mais saudável e que o número de aplicativos, dispositivos e outros utensílios que ajudem as pessoas a escolherem opções mais saudáveis aumentarão e se tornarão mais populares.

“Lentes de contato inteligentes, relógios, scanners e implantes guiam os consumidores em suas escolhes em restaurantes e supermercados. Finalmente, consigo ver um papel importante da ‘comida personalizada’ no futuro. Por exemplo, só porque um copo de suco de laranja todo dia de manhã é bom para você, isso não significa que seja bom para mim também. Pessoas irão escolher dietas e opções de alimentos baseadas em seu DNA e sua vontade, esse sendo o jeito verdadeiro de dizer quais são as opções saudáveis para nós”.

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