Autores refutam crítica aos alimentos plant-based processados: “muitos outros produtos que consumimos também são, como iogurte, cerveja e pão”


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Por Letícia Fernandes

 

Após declaração do CEO e cofundador da Whole Foods, rede de supermercados multinacional dos Estados Unidos que comercializa produtos naturais, orgânicos e sem conservantes artificiais, onde afirmava não considerar os alimentos plant-based bons para a saúde, agora chegou a vez dos argumentos de quem apoia esse ramo.

Em uma entrevista dada ao CNBC, John Mackey, disse acreditar que os ingredientes utilizados nos hambúrgueres e outros produtos que ‘imitam carne’ acabam sendo tão processados quanto a própria carne animal e outros alimentos industrializados, o que não é nada saudável.

Na entrevista, ele afirma: “No que diz respeito à saúde, eu não vou apoiar isso – e farei essa grande crítica para o público”. Mackey afirmou que as carnes de origem vegetal são realmente importantes para o meio ambiente e no que diz respeito às mudanças climáticas, visto que a produção de carne animal utiliza uma quantidade absurda de água e áreas de devastação florestal, mas, para a saúde, o esquema é outro.

No entanto, há quem defenda os alimentos plant-based processados. Catherine Lamb, do site The Spoon, e Matt Simon, do WIRED, estão entre eles. Em artigo publicado, Simon explana sobre o porquê de tanto rebuliço em torno do processamento de alimentos de origem vegetal.

É notável que alguns produtos como o Impossible Burger e o Beyond Burger, os mais notórios da categoria até agora, são altamente processados. Mas muitos outros produtos que consumimos também são, como iogurte, cerveja e pão. Além disso, se pensarmos que os alimentos plant-based são alternativas à carne animal, e que a carne animal é um dos alimentos mais processados dentre todos, será que não valeria pena essa substituição?

Lamb afirma que os próprios animais processam as plantas até que virem músculos e, depois disso, são abatidos e se tornam hambúrgueres, bifes, almôndega, nuggets, etc. Se formos comparar, cultivar heme (molécula ferruginosa no sangue) através de uma fermentação geneticamente projetada ou colocar proteína de ervilha em uma extrusora (máquina que possibilita a extração forçada de um material) para imitar a textura do frango, parecem extramente inocentes perto do abatimento de animais e todo o processo que antecede a “matança”.

Resumindo, o processamento de alimentos nem sempre será ruim, de acordo com estes autores. A escolha entre um hambúrguer de origem vegetal e uma carne vinda da criação em fazendas e do abate deveria ser muito mais óbvia do que toda essa discussão sobre processamento.

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