Burger King, big data e a fidelização dos clientes nas redes de fast food


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Por Letícia Fernandes

 

Achou que só o McDonald’s estava correndo atrás de modernizar seu costumer service e inovar nas tecnologias? Achou errado!

O seu concorrente, Burger King, também vem tentando alcançar as últimas tendências. Na verdade, pelo menos no Brasil, podemos dizer que a rede é pioneira em alguns detalhes.

Foi no BK que primeiro ouvimos falar de lanches vegetarianos no menu. É o BK também que popularizou o uso de aplicativos e cupons para desconto, por aqui.

Agora, o Burger King realiza uma manobra simples, mas que pode ajudá-los a melhorar sua interação com os consumidores.

Saturados do modelo de lanchonete em shoppings, agora o BK investirá nas lojas físicas de rua. São cerca de 184 unidades, com um total de 750 lojas, mas não é só isso. Será instalado wi-fi em todas essas lojas – e nada é só o que parece.

É claro que o wi-fi agradará, e muito, os clientes, visto que hoje em dia os nossos smartphones são quase extensões do nosso corpo. Mas além disso, a intenção do BK é coletar dados através desses acessos: para acessar a rede “Whopper WIFI”, o consumidor precisará realizar uma compra na loja e se cadastrar através do código de acesso fornecido no cupom fiscal.

Enquanto o cliente navega na internet, o sistema se alimenta de dados como email, CPF, histórico de pedidos, localização das lojas, frequência de consumo e tempo de permanência.

Essa coleta de dados permite a personalização do atendimento, como vimos ontem com o McDonald’s. Além disso, o BK pretende lançar seu programa de fidelização, tal qual redes como Starbucks e Domino’s.

A fidelização dos clientes tem sido uma estratégia importante para atrair tráfego e aumentar vendas. O uso de ferramentas de ‘gamificação’, permite coletar dados e oferecer cupons de promoção e pontos no programa de fidelidade, aumentando a personalização.

O aplicativo do BK permite ao cliente evitar filas, pois permite que o pedido seja feito e pago pelo próprio app – na matriz do BK de escolha, o QR Code do pedido é escaneado e enviado à cozinha. A plataforma de pagamento utilizada é a e-payment e está disponível em cerca de 100 lojas.

Segundo afirma o Brazil Journal, “se antes a indústria de fast food achava seu diferencial na qualidade do pão ou no sabor da carne, agora a estratégia envolve big data e gadgets”. Devemos concordar.

A maior parte dos clientes de redes de fast food têm entre 15 e 35 anos, ou seja, nasceram usando tecnologias e, agora, as utilizam mais que nunca.

Isso é food tech!

 

Gostaria de se aprofundar nos assuntos? Abaixo disponibilizamos links para leitura complementar!

 

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