Cerveja com restos de pão, chips de semente de girassol, maionese de aquafaba… confira outras empresas e produtos que tornam o desperdício de alimentos em dinheiro


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Por Letícia Fernandes

 

Dando continuidade à listagem de empresas que reutilizam “restos” de alimentos que seriam desperdiçados para fabricarem novos produtos, podemos observar que, ainda que a maioria das empresas estejam localizadas perto ou no Vale do Silício, muitas startups europeias vêm adentrando esse mercado.

Confira quais são essas empresas e os produtos inovadores que elas vêm ofertando!

A Planetarians também é uma empresa californiana, mas o produto reutilizado pode surpreender. Quando processamos sementes de girassol para extrair o óleo, o resultado final é uma espécie de “bolo” prensado, duro e seco, que geralmente é usado na alimentação de animais. Como o ingrediente possui uma grande quantidade de proteína, os fundadores da startup perceberam um potencial para consumo humano.

Então, começaram a fabricar chips de semente de girassol, o primeiro produto a levar esse ingrediente como base principal. A gigante General Mills verifica os valores nutricionais com seu Medallion Lab para que o produto possa ser vendido em larga escala.

A Sir Kensington’s é uma empresa nova iorquina que substitui os ovos por aquafaba, o líquido extraído do cozimento do grão de bico, para produzir sua maionese vegana. Ainda que a maionese vegana não seja mais 100% novidade, é interessante pensar que a aquafaba que seria descartada pelos produtos de hummus, por exemplo, agora tem a chance de virar um novo produto. O nome da empresa também não é desconhecido: em 2017 eles foram adquiridos pela Unilever.

Das startups europeias, uma que chama bastante atenção é a Kromkommer. Além do nome, que vem do holandês e significa algo como “pepino torto”, a empresa transforma vegetais imperfeitos em sopa. Mas o que há de inovador nisso? A apresentação! Cada embalagem tem desenho do vegetal deformado (“torto”) e a empresa também investiu em um kit para crianças que ajudará a desmistificar os produtos alimentícios feios.

Ainda na Europa temos também a empresa FoPo (Food Powder), que resgata frutas e vegetais que seriam descartados e os congela, transformando posteriormente em um pó que contém quase todo o valor nutricional da fruta ou vegetal original. A vantagem do congelamento é que faz o alimento durar até 2 anos e a chance do desperdício pode ser menor – visto que o consumidor terá tempo para “se preparar” para comê-lo.

E a Toast Ale? Essa não é novidade por aqui. Se os grãos que sobram nos processos de fermentação podem ser usados para fazer pão, então o pão também pode ser usada para fazer cerveja. A Toast Ale promove justamente isso – produz uma cerveja Pale Ale com massa excedente de pão como ingrediente. Estima-se que 44% do pão é desperdiçado durante a fabricação, mas com a Toast Ale, é possível salvar até uma fatia de pão por garrafa.

A empresa também inspirou outras, como a cervejaria artesanal com sede em Pittsburgh East End Brewing.

 

Fonte: Fast Company