Clube do Malte mantém o modelo de negócio dos clubes de assinatura vivo


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Por Letícia Fernandes

 

Os clubes de assinatura e comércio eletrônico, especialmente no nicho das cervejas artesanais, tiveram seu auge em meados de 2013. Passada a “febre”, apenas aqueles que conseguiram manter uma base cativa de assinantes puderam continuar os negócios.

Um exemplo de sucesso que conseguiu fazer isso é o Clube do Malte. A empresa curitibana, que começou com uma loja física de cervejas artesanais, hoje tem nas assinaturas cerca de 80% do seu faturamento – cerca de 12 milhões de reais em 2018.

Ao fazer a aquisição da concorrente beer.com.br, que pertencia à Wine (maior e-commerce de vinhos da América Latina), o Clube do Malte conseguiu chegar ao número de 13 mil assinantes e dobrar seu faturamento.

Com experiência no setor de cervejas, o fundador do Clube do Malte, Douglas Salvador, havia sido gestor de marketing da marca de cervejas Eisenbahn por cinco anos, e usou seus aprendizados para criar a loja virtual do Clube do Malte (em 2012) e aproveitar a explosão dos clubes de assinatura e o modelo de recorrência.

Em 2013, o Clube do Malte lançou o serviço Beer Pack e sua assinatura mensal foi de 36,90 a 84,90 reais, dependendo do número de cervejas e da adição de itens – como um copo especializado. O clube de assinatura representa 80% do faturamento do Clube do Malte e deve aumentar com a compra do beer.com.br.

Segundo informações da Exame, com a incorporação da base de usuários do beer.com.br, o número de assinantes ativos do Clube do Malte saltou para 13 mil e o número de compradores únicos na loja virtual subiu para 200 mil. A intenção é focar na integração das duas empresas e continuar a expandir o número de compradores.

Alguns projetos do Clube devem ganhar força em 2020, como rótulos de cervejas próprias e de parceiros, um aplicativo voltado ao engajamento dos amantes de cerveja e uma plataforma que conectará pequenos estabelecimentos à fábricas de cerveja ao redor do país.

O aplicativo Clube do Malte permitirá aos consumidores: escrever resenhas, escanear rótulos em pontos de venda para visualizar avaliações, registrar o histórico de consumo e conferir conteúdos sobre cerveja, churrasco, viagens e gastronomia por meio de uma timeline. Uau!

E para usar o app não será preciso ter comprado no Clube do Malte.

 

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