E por falar em ‘superfood’, ex-integrante do Pânico na TV investe em energético em pó


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Por Letícia Fernandes

 

 

Daniel Zukerman, o “Impostor” do Pânico na TV e rádio, é mais conhecido por invadir eventos famosos e se passar por outras pessoas, mas nas horas vagas ele é um empreendedor do setor de alimentos.

Zukerman é um dos criadores do Power Bullet, produto 100% natural que promete fornecer energia imediata e elevar a performance mental dos consumidores. O Power Bullet é composto por apenas 4 ingredientes: café, leite de coco em pó, TCM (Triglicerídeos de Cadeia Média, que são gorduras encontradas nos alimentos como o óleo de coco e os laticínios) e sal rosa do Himalaia.

A mistura tem alto poder energético e uma base de gorduras saudáveis e minerais, unidos com o poder digestivo e energético de um café premium liofilizado. Além disso, não tem conservantes e nem componentes químicos, sendo ideal para a saúde, para o desempenho metabólico e cognitivo e para se manter afiado e satisfeito.

O Power Bullet entra na categoria das “superfoods”, pois, mesmo em pequenas porções, contêm muitos nutrientes, poucas calorias e infinitos benefícios. Funcionando como uma espécie de café turbinado, o PB é um energético em pó que deve ser misturado com água para ser consumido.

Sua venda é feita através de e-commerce.

Segundo Zukerman, a fórmula foi desenvolvida por ele e seus sócios, inspirada no Bulletproof Coffee, produto criado pelo empreendedor Dave Asprey que, por sua vez, se inspirou em um chá tibetano composto por manteiga de leite de iaque (um bovino de pelagem longa encontrado na região do Himalaia, no sul da Ásia Central). Após anos de pesquisa, Dave substituiu o chá por café, trocou a manteiga de leite de iaque por outra à base de leite de vaca, e adicionou óleo de coco ao preparado.

Depois de uma experiência negativa, na qual abriu um negócio chamado de Sushibol Lounge, restaurante japonês localizado no Itaim Bibi, em São Paulo, sem saber nada sobre ter um negócio, Zukerman achou que nunca mais trabalharia com alimentos novamente. A ideia de trabalhar com café veio do amigo e empresário Sergio D’Urso Junior, que é dono de uma confecção que usa algodão orgânico, a Seal Brasil, e de um lifestyle ligado à natureza. O empresário sugeriu que trabalhassem com cafés orgânicos.

“Depois de algumas viagens para a Europa e Estados Unidos, vi que realmente os orgânicos eram um caminho sem volta”, conta Zukerman ao site Projeto Draft.

Iniciaram, então, com o Café do Mês, um clube de assinatura de cafés orgânicos. Os sócios foram atrás de pequenos e médios produtores preocupados com o tema da sustentabilidade e a fórmula foi ganhando vida e dando certo. Com a ideia de aumentar o portfólio do clube, eles então quiseram oferecer algo “à la bulletproof”, um café em pó para o assinante preparar em casa, além de uma caixa com óleo de coco e manteiga ghee, produto tradicional da Índia que, no processo de clarificação, tem toxinas e açúcares retirados (muitos chamam de “manteiga vegana”).

Para engradecer ainda mais o time, Jaques Weltman foi escalado como terceiro sócio. Weltman também é amigo de infância de Daniel e Sergio, além de egresso da Fundação Getúlio Vargas, onde estudou Administração, com passagens pela Endeavor e como consultor de empresas de tecnologia, tendo cerca de 13 anos de experiência em startups. Jaques é “o louco do Vale do Silício” (nas palavras de Zukerman).

Jaques topou a ideia de negócio já no ato, pois lembrou-se de quando morou em São Francisco e de como o Bulletproof era uma febre na época. Assim, entrou como investidor do negócio e trouxe uma colega de trabalho, Priscila Mouawad Khouri, para fazer parte da porcentagem em ações. Além deles, o nutricionista Luciano Bruno oferece seu endosso técnico e acadêmico, e Claudio Gora, que tem em seu currículo a fundação do Locaweb, líder em hospedagens de site no país, oferece seus investimentos em capital.

No desenvolvimento do produto, o trio buscou uma fórmula ainda mais potente e com um gosto mais abrasileirado, vendendo o kit de café com dois sachês de 20 gramas, custando 25,80 reais cada. O aumento de pessoas que se declaram vegetarianas e veganas no país é outro ponto a favor, pois o Brasil carece de “superfoods”, e o Power Bullet  não é um produto industrializado, mas sim, uma junção química de produtos orgânicos.

O crescimento do e-commerce da marca foi surpreendente para seus sócios, pois não haviam investido muito na área de marketing. Em quatro meses de operação, o produto já havia quitado todos os investimentos. Mesmo assim, o empreendedor Evandro Soares foi escalado para trabalhar na parte de planejamento, posicionamento, comunicação e marketing, visto o crescimento rápido que o negócio estava tomando.

“Há um mercado gigante a ser explorado porque o consumidor ainda não entendeu exatamente a mudança que a alimentação pode trazer para sua vida. É uma alteração de mindset. Estamos falando de uma outra maneira de se alimentar. Não é modinha, é uma mudança de cultura”, afirmam os sócios e fundadores.

 

Quer saber mais? Veja a matéria na íntegra pelo site do Projeto Draft.