Licor de Araucária – uma bebida verdadeiramente paranaese


Extra Information

Por Letícia Fernandes

 

E faz tempo que não divulgamos novas e inovadoras bebidas por aqui. Quando pensamos em Brasil cultural e tradicional, muito se pensa na Amazônia, no Nordeste, praias e Rio de Janeiro. O que não devemos esquecer é que, assim como o café é tradicional no Sudeste, principalmente São Paulo, o sul do país também é dotado de muitas tradições – culinárias ou não.

A araucária é uma espécie dominante da região Sul do Brasil, mas também é encontrada no leste e sul do estado de São Paulo, no sul de Minas Gerais, principalmente na Serra da Mantiqueira, na Região Serrana do estado do Rio de Janeiro e em pequenos trechos da Argentina e Paraguai, sendo conhecida por muitos nomes populares como “curi”, de origem indígena.

O licor de araucária, inicialmente, era uma bebida comercializada entre amigos que foi desenvolvida com o intuito de preservar a espécie. A ideia de transformar a planta em um subproduto rentável e com valor cultural (perfeito presente para quem quer uma recordação do Paraná) veio da necessidade de cuidar da araucária, tida como uma espécie rara e em risco de extinção.

Uma bebida esverdeada com um pinhão ornamentando a garrafa, feita a partir da coleta de grimpas (ramos e folhas secas da araucária), álcool de cereais e açúcar cristal. A coleta das grimpas é feita em propriedades privadas – são necessários 20 quilos de matéria-prima, mas não são causados danos às árvores. Além disso, como vimos, o licor é fabricado em baixa escala.

“A intenção é que essa garrafa seja uma lembrança da cidade. Afinal, a grimpa consta na bandeira do Paraná ao lado do ramo de erva-mate como um dos símbolos do estado”, afirma o economista Roberto Gava, há 12 anos comercializando o licor.

Já queremos experimentar! O licor é criação da Casa do Fumo (desde 1956), fundada por Miroslau Florecki.

 

Gostaria de se aprofundar nos assuntos? Abaixo disponibilizamos links para leitura complementar!

Estamos sempre buscando tendências sobre a revolução na cadeia de alimentos. Conhece alguma? Quer saber mais? Entre em contato.