Meatable – a startup holandesa que pode impedir o abatimento de muitos animais


Extra Information

Por Letícia Fernandes

 

Até hoje, as startups especializadas em “carne de laboratório” têm enfrentado uma barreira essencial para conseguirem se lançar com êxito no mercado: a alimentação das células é feita a partir da matança de vacas.

Se o objetivo das startups é justamente vender a ideia de produção de hambúrgueres, salsichas e almôndegas sem que nenhum animal seja abatido, pensar no sofrimento de bezerros tendo seu sangue tirado de maneira coercitiva parece ir contra o propósito.

Chamado de soro bovino fetal (FBS – fetal bovine serum), é comumente usado como suplemento para meios de cultura celular e contém uma grande quantidade de componentes como ácidos graxos, fatores de crescimento, aminoácidos e vitaminas.

Mas os fundadores de uma startup chamada Meatable acreditam que encontraram a solução para o problema do soro: células-tronco pluripotentes. Geralmente as startups de “carne de laboratório” evitam usar as células pluripotentes porque elas são notoriamente difíceis de controlar em um ambiente de laboratório.

Com a habilidade única de se transformarem em qualquer tipo de célula – de músculo a gordura – sem a utilização do soro, as células pluripotentes parecem ser a solução para o fim da matança de vacas, e a Meatable afirma ter descoberto o segredo para fazê-las “se comportarem”. O segredo é o uso de tecnologia patenteada.

A tecnologia em questão foi desenvolvida em parceria com Roger Pedersen, fundador do Instituto de Células-tronco de Cambridge, e Mark Kotter, um cientista especializado em neurocirurgia (também de Cambridge).

Com sede na Holanda, lugar onde também foi criado o primeiro bife a partir de células bovinas, a Meatable conta com um time de pesquisadores e especialistas de peso. Além de Pedersen e Kotter, Daan Luining, o próprio diretor de tecnologia da Meatable, também teve anos de experiência como pesquisador estrategista em uma fundação sem fins lucrativos chamada New Harvest, especializada em cultura celular.

A startup arrecadou 3,5 milhões de dólares de algumas venture capitals e investidores-anjos. O fato de irem na contramão das outras empresas especializadas em “carne de laboratório”, que utilizam pedaços de tecido tirados de um animal vivo, promove o destaque principal da Meatable no mercado e na indústria.

Ao utilizarem células-tronco vindas dos cordões umbilicais dos animais, a Meatable crava seu nome como uma food tech de respeito. Concordam? Queremos ler a opinião de vocês.

Fonte: Business Insider

 

Gostaria de se aprofundar nos assuntos? Abaixo disponibilizamos links para leitura complementar!

Estamos sempre buscando tendências sobre a revolução na cadeia de alimentos. Conhece alguma? Quer saber mais? Entre em contato.