Onda ‘plant-based’ atinge as gigantes Nestlé e Unilever


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Por Letícia Fernandes

 

De acordo com pesquisas do Instituto Health Focus International, nos Estados Unidos cerca de 17% dos consumidores, entre 15 e 70 anos, têm adotado uma dieta predominantemente plant-based, ou seja, com nada de origem animal. As pesquisas apontam também que os que não deixaram de comer carne totalmente, estão pelo menos reduzindo muito: cerca de 60%.

Esse movimento ressoa no mercado de alimentos, que vem tentando se adaptar às novas exigências dos consumidores. Gigantes como Nestlé e Unilever, por exemplo, “tomaram nota” do movimento e estão lançando suas versões de produtos plant-based.

A marca Magnum, por exemplo, que é famosa por seus sorvetes saborosos, lançou no mercado internacional dois sabores de sorvete sem lactose. Os sorvetes Magnum non-dairy estão disponíveis nos sabores “clássico” e “amêndoas”.  Segundo informações da FoodBev, a base de baunilha dos produtos é feita a partir de óleo de coco e proteína de ervilha, e o chocolate da cobertura é feita a partir de grãos de cacau de fazendas certificadas pela Rainforest Alliance, uma organização não governamental que tem como objetivo conservar a biodiversidade.

A Unilever, responsável pela Magnum, também adentrou o nicho dos hambúrgueres vegetarianos ao adquirir uma empresa holandesa chamada de The Vegetarian Butcher. Os produtos da marca são feitos a partir da mistura de proteína de soja e trigo, além de adotarem o conceito de clean label.

Vendo a oportunidade de competição no mercado, a Nestlé também anunciou um lançamento de hambúrguer vegetariano. Chamo de Incredible Burguer, o produto é feito de soja e proteína de trigo e fará parte da linha Garden Gourmet. A empresa estima que em dez anos, a receita da linha vegana atinja a soma de US$ 1 bilhão.

Os produtos plant-based da Nestlé constituem metade das fontes de proteína oferecidas pela merca, incluindo comida para animais de estimação. A gigante suíça vem desenvolvendo outros produtos veganos para lançar no mercado, como o “leite roxo” feito a partir de nozes, mirtilos (blueberries) e a alga spirulina, uma biomassa de cianobactérias que podem ser consumidas por seres humanos e outros animais.

 

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