Spoleto e Fazenda Futuro se unem para introduzir pratos ‘plant-based’ no cardápio da rede


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Por Letícia Fernandes

 

No mês passado vimos que um importante investimento no nicho das proteínas vegetais estava acontecendo no Brasil. O fundador da marca de sucos Do Bem, Marcos Leta, juntamente ao The Good Food Institute, desenvolveu um hambúrguer vegetal inspirado nas marcas internacionais que vêm fazendo sucesso, como a Impossible Foods e Beyond Meat.

Chamado de Futuro Burger, o produto leva proteína de ervilha, proteína isolada de soja e de grão-de-bico e beterraba, além de não apresentar transgênicos ou glúten em sua composição.  A Fazenda Futuro, food tech 100% brasileira voltada à produção de carne vegetal, também fundada por Marcos Leta, é a responsável pela produção em larga escala dos produtos.

A startup se destaca pelo uso de inteligência artificial em seus processos de produção, trazendo máquinas de processamento de carne da Alemanha para dar escala ao seu negócio.

A novidade é que agora poderemos encontrar produtos da Fazenda Futuro no setor de food service. Ao anunciar sua parceria com a Spoleto, maior rede de culinária italiana do Brasil, pertencente ao Grupo Trigo, o consumidor pode esperar novos produtos desenvolvidos pela food tech.

O lançamento está previsto para o segundo semestre de 2019, e foram anunciados três produtos plant-based: almôndegas, polpetone e molho à bolognesa – tudo vegano, livre de transgênicos e de glúten. A expectativa é de que a longo prazo esses alimentos respondam por 20% dos pratos da rede. Já pensou que sonho? Atualmente o Spoleto conta com 353 unidades espalhadas por todas as regiões do Brasil, ou seja, os veganos ou simpatizantes de produtos plant-based terão uma oferta grande se considerarmos sua demanda.

Segundo Leta, o objetivo é continuar desenvolvendo tecnologias capazes de criar alimentos sem origem animal mas que sejam idênticos em sabor e textura, já que o objetivo é conquistar os consumidores de carne também!

“Nosso objetivo é mostrar que é possível revolucionar a indústria alimentícia sem causar um impacto negativo ao meio ambiente. Minha meta é simples: evoluir com novas gerações (versões) da nossa carne e chegar em um volume de carne de vegetais que se torne mais barato do que carne de origem animal”, afirma.

 

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