As PANC ainda são tendência

Como vimos no texto sobre as "principais tendências do setor de alimentos e bebidas em 2020", que foi lançado em janeiro pelo site Drink Ripples, as PANC foram e ainda são uma grande tendência - principalmente em época de pandemia onde os alimentos estão caríssimos.

As Plantas Alimentícias Não Convencionais são visualmente bonitas e apresentam sabores únicos, mas não é somente por estas razões que elas entraram para o gosto dos consumidores. Quando entendemos que "ervas daninhas" não existem, e que muitas plantas que nascem espontaneamente indicam qualidade de solo, além de muitas serem comestíveis, nossa relação com a comida e as plantas muda.

Foi tendo essa realização que Beatriz Carvalho e Arthur Credo deram início à Mato. Começaram com a Mato no Prato, projeto de educação ambiental através da revolução alimentar, pois natureza, cultura e comida são interligadas.

Partindo dessa ideia surgiu a MATO, empreendimento social criado para fortalecer o vínculo entre as pessoas e a natureza por meio de suas escolhas alimentares e pela popularização de espécies vegetais comestíveis (PANC).


Como funciona?


Através de projetos educacionais, como oficinas e palestras, eventos e fornecimento de PANC para empresas e restaurantes.


Como surgiu?


Em 2014, em São José dos Campos, com investimento inicial de 250 reais, usados para comprar um conjunto de montagem de mesa que viabilizou a primeira oficina no SESC Taubaté.


A MATO recebe incentivo da Red Bull Amaphiko, programa global para incentivar empreendedores sociais através de mentorias e eventos, e da Aceleradora de Comunidades, programa global do Facebook, que ajuda empreendedores a intensificar o impacto junto às comunidades em que atuam.

Ao perceberam o interesse e a demanda pelas PANC, começaram a atuar como produtores e distribuidores de produtos. Parte dos alimentos vêm do próprio quintal, onde cultivam mais de 30 espécies, como capuchinha, bertalha, maria-gorda, tanchagem, alfavaca, cará-moela, araruta e uva-do-mato e outros vêm de um sítio da família onde há espécies como hibiscos, feijão-espada, feijão-borboleta, peixinho, taioba, milhos crioulos, palma e mandacaru.

Além disso, a Mato trabalha também com ingredientes fornecidos por pequenos produtores da região de São José dos Campos e de lugares mais distantes, de biomas como o Cerrado e a Caatinga.

Entre seus clientes estão Sesc, Senac, Grupo Globo, Colégio Objetivo, além de estabelecimentos em São Paulo e São José dos Campos (como o Nibs Juice Bar). Ainda, para ajudar no processo de crescimento e vendas, desde janeiro a empresa está incubada no Nexus, hub de inovação do Parque Tecnológico de São José dos Campos, onde o foco é desenvolver uma plataforma para gerenciar a logística de distribuição das PANC.


Fonte: Projeto Draft