Colágeno vegano é desenvolvido por Geltor e GELITA

O colágeno é um dos ingredientes polêmicos para quem está tentando adotar um estilo de vida vegano. Sabemos que ele desempenha funções importantes no organismo humano, como fortalecimento, manutenção das células dos tecidos, cicatrização e regeneração, e a sua falta gera o envelhecimento do indivíduo.

Também conhecido como gelatina, o colágeno representa mais de 30% da proteína total do organismo humano e, geralmente, é obtido industrialmente através dos bovinos – todos os mamíferos fabricam o colágeno e seu uso se estende em diversas áreas de aplicação.

No setor alimentício, encontramos o colágeno em iogurtes, embutidos (salsichas, presunto, rosbife) e sobremesas como gelatinas, pudins, maria-mole, etc; além de ser amplamente utilizado na área de cosméticos e produtos fármacos.

O fato de ser obtido através de processos duvidosos (como caldo de osso bovino), faz com que os veganos procurem por alternativas que não envolvam animais. Foi pensando nisso que a Geltor, startup californiana, e a Gelita, maior produtora de gelatina e colágeno hidrolisado do mundo, se uniram para fazer essa revolução acontecer.

Juntas, encontraram a possibilidade de produzir e comercializar proteínas de colágeno obtidas através de fermentação microbial. Utilizando técnicas de Biologia Sintética, nova área de pesquisa que combina biologia e engenharia para projetar e construir novas funções e sistemas biológicos, eles produzem colágeno sem usar ou machucar animais.

A parceria consiste em Geltor fazendo o design e produzindo a proteína de colágeno e a Gelita conduzindo pesquisas e comercializando o produto. O foco é na indústria de suplementos dietéticos, área em que o colágeno é utilizado para fortalecimento das juntas, pele, cabelo, unhas e dos ossos e músculos em geral.

Fonte: Food Navigator USA e Vegazeta