Desperdício de alimentos: o que a cadeia de produção tem feito sobre

Sabemos que o desperdício e descarte de alimentos é uma das maiores preocupações dentro da cadeia produtiva. Muitas empresas e startups vêm tentando superar e encontrar soluções para esse problema, através de alternativas sustentáveis e, principalmente, tecnológicas.

O site AgFunder News listou as principais tecnologias que prometem reduzir (e quiçá acabar) com o desperdício de comida ao redor do mundo, começando pela cadeia de produção. A análise levou em conta patentes, trabalhos acadêmicos, investimentos governamentais e diversos outros dados.

A nível de campo, foi detectada uma necessidade por pesticidas sintéticos, biopesticidas, melhores coberturas, fungicidas pré-colheita, cuidado no armazenamento pós-colheita e coisas do tipo.

A empresa norte americana Clean Crop Technologies, por exemplo, vem investindo em produtos que sejam benéficos tanto para o meio ambiente, quanto para os consumidores, ao mesmo tempo que mantenham segurança e longa duração aos alimentos produzidos.

As startups do ramo geralmente investem em tecnologias que prolonguem a vida do produto em armazenamento, em biossensores que reduzam a perda de frutas e legumes e em monitoramento de grãos, para citar só alguns exemplos.

Na fase da cadeia onde há o processamento dos alimentos, conservantes sintéticos e naturais, processamento termal e tecnologias alternativas para processamento foram tidos como essenciais para o fim do desperdício.

Uma tecnologia para desidratação criada na Califórnia, a Treasure8, é tida como exemplo de novas soluções poderosas. A tecnologia mistura processamento e secagem, sendo responsável por desidratar alimentos, secagem de cânhamo e extrações, proteínas vegetais, bioplásticos e mais.

A parte de acondicionamento e embalagens também é uma de áreas de maior inovação dos últimos tempos. Embalagens ativas ou inteligentes (smart) e embalagens com atmosfera modificada, que consiste em modificar a composição da atmosfera interna de uma embalagem a fim de melhorar a vida útil do produto, são algumas das tecnologias mais promissoras na área.

O estudo cita startups que investem em embalagens inovativas, como “plásticos” comestíveis da Loliware e Evoware, a embalagem que libera vapor da Hazel Technologies e o adesivo que atrasa a deterioração do alimento da StixFresh. Aqui no site da Food Ventures também já citamos diversos exemplos de soluções para embalagens.

Veja também: Embalagens e Sustentabilidade

O estudo realizado pela Lux Research também comenta as tecnologias desenvolvidas para a fase de distribuição, varejo, pós- varejo e em casa, além de citar o que podemos esperar de tecnologias para o futuro. Quer saber mais? Fique ligado em nosso site!