Do que os millennials gostam? Parte I

Se o advento do clean label pode ter sido "culpa" dos millennials, que outras tendências podemos esperar para o setor de alimentos e bebidas? O que essa geração trará de diferente para o food service? O CB Insights enumerou algumas, e hoje vamos falar da primeira delas.


Alimentação casual e rápida


Os millennials optam por velocidade, seleção e variedade quando comem fora. Em 2017, quando grandes franquias como TGI Fridays e Applebee’s foram forçadas a fechar dezenas de estabelecimentos, os millennials foram os primeiros a serem culpados - tudo porque preferem cozinhar ou pedir comida.

A verdade é que os millennials não evitam restaurantes (isso numa época pré coronavírus), mas sim, estão deixando para trás franquias populares e antigas e adotando novos conceitos de alimentação "fast casual".

A busca é por opções saudáveis, frescas, com preços justos e experiências boas. Cerca de 40% dos millennials pegam refeições para viagem, comparado a 26% dos 'Gen Xers' e 19% dos 'Baby boomers', segundo estudo da Technomic. Mais de 50% querem achar um "bom negócio para seu dinheiro".

E qual o pilar dessa alimentação casual e rápida? Pedidos rápidos e retirada ou delivery feitos por intermédio de aplicativo. Como exemplo podemos citar Chipotle, Subway, Shake Shack, Five Guys, entre outros.


Opções para todos os gostos


A variedade de opções de cozinha para todos os gostos também é um ponto a favor. Comida vegana do By Chloe, lanches plant based do Next Level Burger, quiosques de sushi Miso Ko, são alguns exemplos. Todas as restrições alimentares e escolhas éticas são levadas em conta.

As lanchonetes tradicionais que quiserem se atualizar no setor precisam, além de considerar preços e menus, integrar seus serviços à tecnologia, personalizar o que oferecem e levar em conta a saudabilidade. A rede Chipotle foi pioneira na customização de refeições: o cliente monta seus burritos e bowls com os ingredientes de preferência. No Brasil, vemos essa trend começando a emergir com os pokes.

Em 2018 a lanchonete Fatburger constatou que os consumidores millennials estavam dispostos a pagar mais por produtos de qualidade e opções plant based. Outras franquias seguiram essa ideia, como Burger King, Cheesecake Factory, Red Robin, Qdoba (com produtos Impossible Foods), e Carl’s Jr., Dunkin’ e TGI Fridays (com produtos Beyond Meat).


Tudo online


No fator tecnologia, temos muitos restaurantes que oferecem menus por QR Code, serviço de mesa por aplicativo, quiosques self-service, entre outros. Starbucks, Panera, McDonald's, Burger King e Chipotle são algumas redes que estão adotando os pedidos online com retirada na loja ou por drive-thru para atrair um público millennial super ocupado.

A tecnologia com certeza tem um papel importante na indústria da alimentação rápida e casual. 25% das pessoas que adotam esse modelo dizem que as opções tecnológicas são um importante fator na escolha de um restaurante, segundo a National Restaurant Association.

Ainda que os estabelecimentos tradicionais tenham a vantagem de oferecerem espaços onde pais podem levar os filhos e curtirem uma refeição sem pressa, fica o desafio para os restaurantes "fast casual" se reinventarem e construírem espaços que possam ser frequentados por famílias e crianças sem sacrificar os fatores que chamam a atenção dos consumidores millennials hoje em dia.


Quer saber quais são as outras tendências do setor que têm sido influenciadas pelos millennials? Então fiquem atentos ao texto de amanhã!