Estudo aponta tendências da alimentação em 2021 (e a Food Ventures acertou todas)

A Galunion, consultoria especializada em alimentação, desenvolveu o Food Trends Report 2021, mostrando os cinco grupos principais de tendências para este ano: escolher melhor o que ingerimos por conta das preocupações com a saúde, cozinhar ou produzir nosso próprio alimento por necessidade ou como forma de ter controle em um tempo de incertezas, ajudar um movimento social em que se acredita, criar digitalmente negócios e formas de atender clientes e descobrir culinárias com a conveniência de apenas usar um celular.

A pandemia obrigou o consumidor a mudar bruscamente seu comportamento e suas expectativas e também determinou um avanço da tecnologia nos estabelecimentos e plataformas.

Como já falamos por aqui, a preocupação com o corpo um cuidado maior em relação a imunidade são grandes tendências - que aumentaram ainda mais com a Covid-19. De acordo com a pesquisa, 75% dos consumidores disseram que gostariam de comprar comida gostosa, fresca e que ajudasse na imunidade, na sua saúde e na da sua família. Com isso, todos os alimentos que tragam algum benefício funcional ganham atratividade, desde melhorar a saúde intestinal até elevar absorção de vitaminas.

Por outro lado, as delícias cheias de açúcar, carboidratos e gorduras que as pessoas usam como modo de socializar ou de trazer conforto temporário, também tiveram alta na pandemia: 79% dos consumidores afirmaram que gostariam de algo indulgente/saboroso e que “eles mereciam” assim que pudessem frequentar restaurantes.

Com os avanços da tecnologia, conhecer a fundo sobre a própria saúde em um nível nutrigenético tem ganhado fôlego. Seja através da análise do DNA ou outras técnicas, hoje é possível mapear quais as interações entre os genes e a dieta. Isso facilita reconhecer quais são os alimentos ideais para cada tipo de indivíduo.

Também alavancado pela tecnologia, o movimento plant-based ganhou força: 33% dos consumidores afirmam que as novidades apresentadas por produtos plant-based são uma tendência, principalmente produtos que tragam o sabor, aroma e textura característicos da proteína animal.

Outra tendência também muito falada por aqui é da sustentabilidade: 68% dos consumidores dizem se preocupar com o que estão consumindo, as motivações, de onde veio e como foi produzido aquele alimento, instigando a criação de modelos alternativos de negócio e produção para o pós pandemia.

Na área de gestão, o grande destaque são as dark kitchens/ghost kitchens. De acordo com a pesquisa Alimentação na Pandemia, 20% dos operadores disseram que pretendem investir em Dark Kitchens.


Era "Figital"


A tecnologia trouxe e reforçou algumas conveniências, além de ser uma forma de evitar aglomerações (compras online, pedidos de delivery, reservas antecipadas de restaurantes), também criou novidades como atendimento live nas lojas, armários para retirada de encomendas ou de refeições, playlists e informações em vídeo do restaurante favorito na casa dos consumidores etc. O digital ganhou nova relevância, mas o físico não deixou de ter sua importância.

“O que será crucial é como ambos podem se relacionar e trazer sempre uma melhor experiência para o cliente. Portanto, com a junção das duas palavras, temos a era figital (Físico + Digital). Pense em como o varejo e a moda estão criando suas novas experiências usando realidade aumentada, QR codes, provadores virtuais… Tudo para que o que sentimos e pensamos seja mais interessante e muitas vezes, uma experiência mais personalizada”, afirma Simone Galante, CEO e fundadora da Galunion.


Fonte: Food Innovation