Frizata - alimentos congelados e relação direta com o consumidor

Como vimos em outro texto, os alimentos congelados ainda são um problema dentro da indústria de alimentos. Isto porque, hoje em dia, o consumidor tem grande preocupação com a qualidade, saudabilidade e impacto sustentável dos produtos que adquire.

Para resolver essa dor de mercado, a empresa argentina Frizata resolveu apostar em vendas 100% digitais de produtos congelados e uma relação direta com o consumidor (d2c) - ou DNVB (digitally native vertical brand).

A Frizata percebeu que grande parte do problema é não evolução da oferta, em comparação à demanda. Segundo Henrique Zanuzzo, CEO da empresa no Brasil, "a indústria opera com uma cadeia de distribuição muito longa e lenta, que acaba restringindo a inovação".

A relação direta com o consumidor também permite acesso aos dados desses consumidores, de modo que eles possam ser utilizados para melhorar o portfólio de produtos. A empresa também tem o diferencial de focar no público 'flexitariano', ou seja, que deseja reduzir o consumo de carne animal, portanto seu portfólio apresenta muitos pratos com vegetais, frutas e substitutos de carnes.

Nascida em 2019 na cidade de Rosário, Argentina, a Frizata já atua no Brasil, num primeiro momento importando seus produtos da fábrica original. Este mês ela fechou uma rodada de R$ 25 milhões para acelerar sua expansão internacional - que passa por Brasil e EUA.

A rodada foi liderada pelo fundo SP Ventures e teve participação de nomes ligados ao Mercado Livre e Louis Dreyfus. Em 2020 a empresa faturou US$ 10 milhões, e agora com a expansão pretende chegar aos US$ 20 milhões. Estamos de olho!


Fonte: Brazil Journal