Heineken anuncia investimento em produção de malte sustentável brasileiro

Em parceria com a Cooperativa Agrária Agroindustrial, o Grupo Heineken Brasil pretende impulsionar a produção de malte sustentável nacional. Contrato prevê compra de malte por 10 anos.

Essa compra se dará a partir de 2023, com investimento de mais de R$ 1 bilhão pela cooperativa em uma nova maltaria, a ser construída na região de Campos Gerais, no Paraná. De acordo com a Heineken, a compra nacional vem para suprir a demanda de crescimento do negócio e evitar a necessidade de importação adicional de malte.

Ainda segundo a empresa, a maior parte da cevada (principal matéria-prima do malte) utilizada para produzir suas cervejas é importada - não revelando números. Mas fontes do setor afirmam que isso equivale a cerca de dois terços da cevada utilizada para maltaria das cervejas do mercado brasileiro.

Esse projeto inovador une diversas cooperativas produtoras de cevada no Paraná, sendo liderado pela Agrária, de Guarapuava (PR), e seguido da Bom Jesus (Lapa), Capal (Arapoti), Castrolanda (Castro), Coopagrícola (Ponta Grossa) e Frísia (Carambeí). A escolha da região dos Campos Gerais se deu por conta do clima propício para a plantação de cevada, com um potencial de plantio que pode atingir até 100 mil hectares por ano.

A fábrica deverá produzir anualmente 240 mil toneladas de malte – volume que hoje representa 15% da produção nacional – e tem previsão de gerar mais de mil empregos diretos e indiretos. Além disso, também trará benefícios para a estratégia de ESG (environmental, social, corporate governance), aumentando a presença de malte sustentável em sua produção, e para a gestão rural, munindo os cooperados com ferramentas e informações relacionadas à agricultura sustentável.

A Agrária também possui a certificação FSA/SAI, por meio do programa de avaliação de sustentabilidade agrícola, uma das principais iniciativas globais de agricultura sustentável para a cadeia de alimentos e bebidas.

“Esse é um projeto construído a várias mãos, após uma série de estudos. A região escolhida para construção da maltaria é privilegiada, especialmente no que diz respeito à logística”, disse Jorge Karl, presidente da Cooperativa Agrária. “Iniciamos essa empreitada de forma sólida, com base em critérios técnicos. Temos certeza que além de contribuir para o aumento da rentabilidade dos 12 mil produtores ligados às nossas cooperativas, também iremos beneficiar nossos parceiros comerciais”, completou.


Fonte: Valor Econômico