Heineken: nova queridinha do Brasil?

Apesar de não ser nenhuma novata no país, mercado e distribuição nacional da cerveja holandesa vem aumentando exponencialmente

Se analisarmos a trajetória da Heineken nos últimos anos, veremos que a marca passou por aluns percalços em seu caminho. Podemos citar desde o “fiasco” da quebra de contrato com a Coca-Cola até a saída de seu presidente-executivo ainda esse ano.

Em 2017, após se tornar a segunda maior cervejaria do Brasil, a Heineken, que distribuía seus produtos através do Sistema Coca-Cola, realizou a aquisição da Brasil Kirin (antiga Schincariol) e disse que passaria a usar esta rede de distribuição.

O que a cervejaria de origem holandesa não esperava era que um tribunal de arbitragem do Rio de Janeiro decidisse que a Heineken teria que continuar usando o Sistema Coca-Cola para distribuir seus produtos até abril de 2022, seguindo cláusulas contratuais.

Com um aumento de participação no mercado brasileiro de cervejas premium, o movimento adotado pela Heineken pretendia aumentar a capacidade de produção e distribuição de suas cervejas através das plantas da Brasil Kirin.

Hoje a Coca distribui marcas como Heineken, Amstel, Kaiser e Bavaria, enquanto que a Kirin distribui Schin, Eisenbahn e Devassa.

De 2019 para 2020, estima-se que os volumes de cerveja Heineken cresceram 4,1% no quarto trimestre, com os aumentos mais fortes sendo no Vietnã, Camboja e Brasil. Em pesquisas realizadas pela Credit Suisse, foi observado que a Heineken desbancou até a Original, ficando atrás apenas da Skol – em estabelecimentos analisados na cidade de São Paulo.

Segundo matéria da Brazil Journal, apesar de ter caído no gosto do brasileiro, os problemas de distribuição da Heineken – principalmente nas periferias – ainda prejudicam seu crescimento em relação às concorrentes, como a Ambev.

Fonte: Brazil Journal, Época Negócios e Exame.