Locavorismo: uma tendência sustentável

Atualizado: Out 16

Hoje, começamos uma nova série de textos em parceria com o GEPEA. Em outubro, vamos abordar o tema locavorismo, popularmente conhecido como o consumo local.


Em uma sequência de textos semanais, traremos o que é, como foi influenciado pela pandemia do Covid-19 e sua presença nas cidades grandes. Para finalizar os conteúdos do mês, organizaremos um webinar com convidados especiais para conversarmos sobre o tema. Acompanhe a gente para saber mais informações sobre os próximos textos e nosso encontro no final do mês!


O texto dessa semana é da Beatriz Carneiro (GEPEA) e introduz o tema, trazendo a definição, benefícios e questionamentos do consumo local.


Aproveite a leitura!


Leia também: “Como o mercado de alimentos e o consumidor estão se adaptando com a crise


O que é locavorismo?


O termo é proveniente da combinação da palavra “local” e do sufixo -voro, que significa “comer”. Consiste na preferência pela compra e consumo de alimentos produzidos próximos do local onde se está.


Essa tendência tem aumentado muito nos últimos anos graças às maiores preocupações dos consumidores acerca da origem e composição dos alimentos que ele consome. Além disso, o incentivo de produtores menores, nacionais e locais também são argumentos dos adeptos da tendência.


Grandes chefs de cozinha têm adotado esse forma de comprar em seus restaurantes. Exemplos disso são o Alex Atala e Dan Barber, chefs brasileiro e americano, respectivamente. Já no Canadá, alguns empreendedores delimitam uma raio de 160 a 400 quilômetros do local de venda para os distribuidores comprarem suas matérias-primas de locais próximos.


Benefícios desse costume


Como citado anteriormente, o locavorismo estimula os pequenos negócios locais. Com a procura maior por pequenos negócios, a economia local se desenvolve mais e isso gera um aumento da visibilidade da cidade, oportunidades de bons negócios e maior oportunidade de emprego para a população do local.


Além disso, os produtos vendidos por esses pequenos produtores são, geralmente, mais naturais e com menos adubos químicos. Essas características atraem muito os consumidores que seguem outra tendência que vem crescendo muito, a alimentação mais natural, fresca e próxima do orgânico.


O hábito também tem um lado sustentável. Os gases emitidos na atmosfera com o transporte desse alimentos é reduzido graças à menor distância entre o consumidor e o local de compra.


Questionamentos: visão mais crítica


Apesar de apresentar benefícios, também existem alguns questionamentos sobre a viabilidade de tal costume.


O primeiro questionamento é sobre a relevância da diminuição de emissão de gases gerada pelo menor distanciamento entre o consumidor e o local de compra. Um estudo americano mostra que esse transporte seria responsável por apenas 11% da pegada de carbono da produção alimentícia.


Pesquisadores afirmam que uma forma mais efetiva de diminuir o impacto ambiental da produção de alimentos seria uma mudança de dieta. Dietas com menor consumo de carne, por exemplo, uma vez que a carne vermelha é a que tem a maior pegada de carbono.


Ainda pensando na sustentabilidade do costume, também levanta-se questões sobre como a logística de grandes operações tendem a ser mais eficazes, o que envolve o gasto de gasolina por quilômetro.


Outra preocupação é acerca da variedade alimentar dos adeptos. Considerando que sejam comprados e consumidos apenas produtos produzidos na região, isso pode diminuir o acesso a uma variedade de alimentos. Isso porque alguns alimentos precisam de condições específicas para serem cultivados ou então a distribuição desses alimentos não é tão grande. Essas restrições podem fazer com que a dieta das pessoas se torne menos nutritiva e diversificada.


Leia também: “Fabricação de alimentos: saiba o que é necessário para começar


O que você acha desse costume? Vale a pena introduzir ele no seu dia-a-dia? Que alimentos são produzidos próximo a você?


Acompanhe os próximos conteúdos da parceria com o GEPEA! Cada mês são produzidos conteúdos sobre temas relevantes para a indústria de alimentos!


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Mas conta para nós o que achou sobre esse conteúdo e como você acha que essas mudanças vão influenciar a cadeia de alimentos. Entre em contato conosco para conversar e trocar experiências e saber mais sobre nossos serviços e como podemos o ajudar a inovar e se adaptar a essas mudanças.


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