Mudanças em como nos alimentamos no ambiente corporativo: por que é importante?

Continuando o texto de ontem, que é baseado em matéria da CB Insights, hoje vamos questionar por que é importante o reajuste no ambiente de trabalho em termos de pandemia e alimentação.

Assim como os banheiros, cozinhas são ambientes onde passam muitas pessoas e muitas mãos tocando coisas. Esses ambientes dentro de empresas e corporações apresentam mais aglomeração ainda.

Na China, onde o comportamento dos consumidores pode prever como será no futuro, já que foi um dos primeiros países a reabrir após quarentena, aponta uma relutância em frequentar restaurantes. Ou seja, as pessoas ainda têm medo e isso também é aplicado a lanchonetes e refeitórios corporativos.


Sem desperdício


Além disso, as empresas não vão arriscar a propagação da Covid-19 em áreas alimentícias. Pelo lado bom, isso significa mais flexibilidade e menos desperdício de comida. Por isso as startups com foco em programas de delivery com refeições individuais para funcionários são importantes - e ainda possibilitam um amplo leque de opções para as mais variadas dietas e restrições.

As máquinas de venda automática que oferecem produtos frescos também são vantajosas nesse sentido. A Farmer’s Fridge geralmente vê apenas cerca de 5% de dos alimentos serem desperdiçados por dia - isso devido a um algoritmo que determina o quanto de comida estocar em cada máquina.

Algumas máquinas de venda automática cuidam do próprio estoque, com base em sensores e coleta de dados. Como elas não dependem de humanos para servir os produtos e podem ser usadas a qualquer momento, sua utilização pode fazer mais sentido aos trabalhadores que fazem escalas para o almoço ou trabalham em horários incomuns.


Benefícios e malefícios


Além da diminuição do desperdício, as opções citadas acima podem resultar em economia de custos, principalmente para empresas que precisam operar cafeterias habilitadas mesmo tendo menos funcionários trabalhando.

Mas o que pode ser um desafio? Espaço e restrição de custos. Dependendo do tamanho do escritório e da empresa, colocar máquinas de venda automática pode não ser viável e, dependendo do número de funcionários, o custo pode ser muito alto.

Por exemplo, a máquina da Chowbotics que vende saladas frescas custa aproximadamente 35 mil dólares.

Outra preocupação é de que os funcionários se frustrem com longas filas, especialmente se houver um número limitado de máquinas. Ainda sobre a Sally, máquina da Chowbotics, leva-se aproximadamente 2 minutos para preparar cada salada.


Mais personalização e menos interação


Pensando no contexto da pandemia e tudo o que foi dito até agora, podemos concluir que o ambiente de trabalho exigirá serviços sem contato pessoal, máquinas de venda automática inteligentes e refeições de alta qualidade/saudáveis.

Um estudo realizado pela Omnico Group em 2019 já revelava que 82% dos trabalhadores comeriam mais na lanchonete da empresa se houvesse a opção de pedir antes e retirar no local designado. Mais de 58% iria pelo menos uma vez a mais por semana à cantina da empresa se ela tivesse quiosques com cardápios touch screen ou pedidos e pagamentos via celular e aplicativo.

Adicionalmente, os trabalhadores também demonstraram interesse em uma experiência onde a alimentação fosse personalizada. As empresas poderia usar recolhimento de dados de aplicativos para oferecer incentivos direcionados e diminuir o desperdício.

Embora as pessoas priorizem conveniência e comida de qualidade, eventualmente os funcionários estarão ansiosos para ter a cozinha de volta quando a Covid-19 não for mais uma preocupação, seja como um espaço para comer, seja para socializar. Por isso a importância de pensarmos nos reajustes ao "novo normal".