O boom do (insira aqui seu produto) proteico

Por Fernanda Matta da Tradal Brazil


A mocinha dos macronutrientes, salvação dos vilões carboidrato e gordura, é a proteína. Para quem não sabe, a proteína é o tijolo base da nossa constituição e, por esse motivo, vem ganhando status e lugar nas prateleiras dos consumidores do mundo. Estrela dos nutrientes, protagonista das dietas e queridinha do mundo fitness. O que a febre das proteínas tem para nos mostrar?

As proteínas são formadas por aminoácidos (22 tipos diferentes), que se combinam de muitas maneiras para formar compostos de diferentes tipos, funcionalidades e disponibilidades. No nosso corpo, são responsáveis pela constituição de músculos, tecidos e enzimas, além de auxiliar na produção de anticorpos e hormônios; e garantir a integridade da pele, cabelo e unha. Comercialmente, pode-se classificar as proteínas em dois grupos: as de origem animal e vegetal.


Proteínas animais

Muito além da dieta do bife, ovo e filé de frango grelhado, as proteínas animais estão presentes em diversos produtos, fazendo parte do cereal matinal ao snack e sobremesa. O whey protein (proteína do soro do leite), é o coringa das formulações. Surgiu como um subproduto da indústria do leite, obtido após ser seco e concentrado, gerando o WPC (Whey Protein Concentrado).

Porém, purificando ainda mais as proteínas, obtém-se o WPI (Whey Protein Isolado). E, finalmente, em uma pré-digestão química, gera-se outro produto: o WPH (Whey Protein Hidrolisado). Há também o colágeno, sucesso de vendas, cuja proteína é extraída do couro de bois, porcos, peixes e ossos.

É fato que nosso corpo produz colágeno de forma natural até os 30 anos, quando sua síntese começa a decair. Sendo assim, a suplementação deste pode resultar em uma melhora na pele, cabelo e unhas. Mas a lista não para por aí, visto que temos outras proteínas que surgem a todo tempo.


Proteínas plant-based


A onda de produtos de origem vegetal é muito permeada pela busca por proteínas. Com isso, as fontes vegetais naturalmente proteicas ganham espaço. As leguminosas, como grão de bico, feijões e ervilhas, ganharam espaço como matriz desse importante macronutriente.

Apesar disso, as sementes e castanhas também são excelentes fontes de proteína. Com uma separação rústica, como moagem, peneira ou prensa, podemos concentrar o teor de proteínas, retirando parte dos carboidratos ou óleos e, obtendo como resultado, as proteínas concentradas (ervilha, arroz, grão de bico e castanhas). Nessas separações mais rudimentares, as proteínas não passam de 60 - 70 % de concentração.

Então, se quisermos uma proteína com maior grau de pureza e, portanto, de concentração, há de se isolar essa proteína. Tal feito é alcançado através de uma separação química, que usa diferenças de pH em tanques específicos para gerar as proteínas isoladas. Tudo isso resulta em um pó, que pouco ajuda para reconstituir a textura das carnes. Sendo assim, a proteína passa por um outro processo, a extrusão. Mudando as estruturas da proteína, gera-se às proteínas texturizadas (as famosas carnes de soja) que timidamente começam a surgir em outras bases de plantas também.


Dietas e futuro


Vivemos globalmente um boom de produtos proteicos, alavancados por dietas populares, como a cetogênica, em que o grande objetivo é diminuir carboidratos e aumentar proteínas. Por esse motivo, há um tsunami de produtos que são lançados mensalmente com esse propósito. Vale-se ressaltar que, cada proteína tem seu perfil específico de aminoácidos, então a diversidade de fontes e produtos é essencial para garantir o bom funcionamento do nosso corpo. Seremos em breve, 8 bilhões de pessoas no mundo em busca de uma dieta de qualidade e com alto teor proteico. Para toda essa demanda, estuda-se outras fontes ainda pouco exploradas de proteína, como as algas e cogumelos.

As algas são micro-organismos unicelulares, fonte de proteína sustentável, de fácil cultivo, carbono negativo e são perfeitas para fermentação. São inúmeras startups inovando com esse tipo de produto, e o Brasil com sua imensa costa deve certamente investir nessa tendência também. Já os cogumelos têm a textura parecida com as carnes, entregam sabor umami e podem ser cultivados de maneira sustentável. Ou seja, são a aposta do futuro de diversos relatórios internacionais e conferem ótima funcionalidade, além do teor proteico. O universo das proteínas se expandiu para todas as categorias, sendo usadas como claims até mesmo em águas e cafés. É o ingrediente do presente e do futuro.


Leia também: O pioneiro hambúrguer à base de algas.


Tradal Brazil


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