PepsiCo e Beyond Meat se juntam

PepsiCo e Beyond Meat criaram uma joint venture. A ideia é desenvolver, produzir e vender alimentos e bebidas plant-Based.

A Beyond Meat já é a maior fabricante de carnes vegetais dos Estados Unidos, enquanto a PepsiCo é uma gigante do setor de alimentos com enorme capacidade de distribuição e marketing, então pode ser uma junção de sucesso!

Só com o anúncio do acordo, este mês, as ações da expertise em produtos veganos dispararam em mais de 50%, gerando um valor de mercado de 12,5 bilhões de dólares.

O nome da nova empresa será The PLANeT Partnership (get it? "PLANT"), mas os termos de acordo e o quanto cada empresa irá contribuir não foram revelados.

A PepsiCo, que é conhecida por seus refrigerantes e salgadinhos gordurosos, terá a oportunidade de incluir opções mais saudáveis e sustentáveis ao seu portfólio com este acordo.

Já a Beyond Meat, que tem os campeões de vendas Beyond Burger e Beyond Sausage em seu portfólio, poderá se beneficiar da presença da PepsiCo em mais de 200 países para conseguir um alcance global.

O diretor comercial da PepsiCo, Ram Krishnan, afirmou em comunicado um mantra que vem se repetindo em todos os lançamentos plant-based: "O mercado plant-based representa uma oportunidade excitante de crescimento para nós e uma nova fronteira nos nossos esforços para construir um sistema de alimentação mais sustentável, ao mesmo tempo em que vai ao encontro de uma demanda crescente dos consumidores".

O que sinto que é importante ser lembrado aqui, como bem exemplificou o site O Joio e o Trigo, é: Quem está investindo no veganismo sem veganos? O termo plant-based ou "base vegetal" ajuda a desviar dessa questão, pois para os verdadeiros veganos é totalmente fora da proposta consumir produtos que tenham sido produzidos por frigoríficos, granjas ou fabricantes de iogurte.

Essa oposição de ideais é o que gerou discussão acerca dos hambúrgueres vegetais lançados pela JBS (Seara) e Marfrig (Burger King e Revolution Burger), por exemplo. Por serem empresas conhecidas pela produção animal que agora estão "pegando onda" na tendência dos plant-based. Para alguns não-consumidores de proteína animal isso é bom, para outros, nem tanto.

O que você acha?




Fonte: Brazil Journal