Picolé de cerveja

Cerveja no palito ou picolé de cerveja é um nicho que faz sentido (ainda mais no calor do Brasil), mas que ainda assim é inesperado e inovador.

Segundo dados da Acisb, o brasileiro é o 17º maior consumidor de cerveja no mundo, com uma média de 82 litros por pessoa por ano e o setor cervejeiro representa 1,6% do PIB brasileiro, sendo responsável por 2,2 milhões de empregados, isso só na indústria.

Levando isso, e o calor do Brasil, em conta podemos entender porque marcas como Craft Beer, Bavaria e as pernambucanas Frisabor e Ekäut. No lado pioneiro temos a Craft Beer Ice Cream, sorveteria brasileira que lá em 2015 lançou o primeiro picolé com cerveja do mundo.

Os picolés vinham nos sabores laranja com Witbier , damasco com Pilsen, gianduia com Bock, doce de leite com IPA e chocolate belga com Dunkel. As iguarias alcoólicas e cremosas foram produzidas com cervejas Therezópolis e comercializadas no Rio de Janeiro e em São Paulo.

Mais recentemente, em 2020, as marcas pernambucanas Frisabor e Ekäut lançaram suas versões do sorvete, que dessa vez contou com um foco maior na cerveja em si. A cerveja escolhida para integrar o produto foi uma American IPA (India Pale Ale), tipo encorpado da bebida, com sabor frutado e amargor alto.

Sem leite ou outro produto de origem animal na composição, o picolé também é vegano e tem 3,25% de teor alcoólico.

Já no lado internacional, temos o Bavaria Radler Ice, sorvete lançado pela cervejaria holandesa Bavaria e a Smart Ice. O sorvete consiste em 98,3% de cerveja, ou seja, contém álcool. A ideia de tornar o Bavaria Radler Lemon 2.0% em picolé veio de um programa de inovação dentro da Bavaria, onde dois pesquisadores tiveram sucesso com seu pitch e introduziram o produto no mercado em pouco tempo.

O Bavaria Radler ice está disponível nos mercados holandeses desde o verão de 2017 e foi, inclusive, ganhador do prêmio Foodservice Marketing em 2017 na categoria Inovação.