Pipoca como matéria-prima para embalagens? Sim!

Depois de embalagens feitas a partir de fécula da mandioca, cana-de-açúcar e outras plantas e vegetais, entra em cena a embalagem que utiliza pipoca como matéria-prima!

Pesquisadores da Universidade de Göttingen, na Alemanha, desenvolveram o material ecológico que pode revolucionar a indústria de embalagens. A busca por alternativas para substituir embalagens plásticas que demoram décadas para se decompor tem sido cada dia mais constante, e a embalagem descoberta na universidade alemã deve ajudar também na questão do isopor.

Isto porque o isopor é reciclável, mas a sua viabilidade econômica acaba causando problemas no descarte e reciclagem. Por ser muito leve e ocupar muito espaço, ele acaba não sendo uma opção viável para catadores e cooperativas.

O material foi desenvolvido pensando no ecologicamente correto, se era feito a partir de recursos renováveis, se era robusto o suficiente para permitir a reutilização e ser fácil de reciclar no final de sua vida útil. Além disso, o milho é um grande conhecido do agronegócio.


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“Esses produtos feitos de pipoca têm o potencial de ser alternativas ecológicas ao poliestireno (base para o isopor) ou ao plástico. A universidade já assinou um contrato de licença com a empresa Nordgetreide para o uso comercial do processo e produtos para o setor de embalagens”, disse a universidade de Göttingen.

Os alemães apontam que a indústria de embalagens ainda é a maior compradora de produtos plásticos, respondendo por quase 40%. No entanto, grandes produtores e cadeias de varejo já começaram a repensar suas políticas de embalagem e buscar mais reciclagem.

Como é a embalagem? São formas moldadas tridimensionais que podem ser produzidas a partir de pipoca “granulada”, um processo baseado na tecnologia desenvolvida na indústria do plástico. Além disso, os novos produtos de pipoca têm propriedades repelentes de água, o que abre novos caminhos para aplicações futuras.

A embalagem à base de plantas é feita de subprodutos não comestíveis da produção de flocos de milho e pode realmente ser compostada após o uso sem qualquer resíduo.


Fonte: Canal Rural