Reveja seu preconceito: China tem tradição ‘plant-based’ que data de séculos passados

Em matéria de novembro do ano passado redigida pela CNN, antes de toda essa pandemia do coronavírus acontecer e colocar a China sob os holofotes, pudemos saber mais sobre a tradição plant-based chinesa.

As fake meats, ou carnes de mentira, têm se tornado famosas no Ocidente, acompanhando um movimento de consumidores que procuram alternativas sustentáveis e saudáveis, em oposição a carne vermelha.

Como vocês estão cansados de saber, empresas norte-americanas como Impossible Foods e Beyond Meat estão faturando milhões com seus hambúrgueres de origem vegetal. Mas muito antes desses “bifes vegetais” irem parar nas churrasqueiras ocidentais, a China já preparava pratos que imitam carne utilizando cogumelos, vegetais e oleaginosas.

Dona de um restaurante vegetariano em Beijing, Liu Hongyan relata que entre 80 e 100 pessoas visitam regularmente seu estabelecimento. “Eu acho que mais e mais pessoas estão abraçando a cultura vegetariana. Estão preocupadas com sua saúde, há muita gordura e óleo nas carnes vermelhas”, ela diz.

Hoje existem mais de 300 restaurantes que oferecem “carne de mentira”, apenas em Beijing. Mas Liu Hongyan e seu chef Wang Jianguang dizem não serem fãs dos produtos ocidentais, pois tudo, aparentemente, gira em torno de bifes e hambúrgueres.

Segundo Liu e Wang, a versão chinesa original é mais sofisticada, tem mais formas e sabores. Em Shanghai, por exemplo, você pode comer “carne de siri” refogada que é feita com purê de batatas e cenoura. Outros restaurantes oferecem as famosas “costelas de porco” feitas a partir de raiz de lótus, batata, cogumelos e proteína de amendoim.

Qual a origem dessa tradição?

Existem registros de monges que comiam “carne vegetariana” feita com tofu desde a Dinastia Song, no século 10. O prato era conhecido como “fanghun cai” – literalmente, “refeição que imita carne”.

A tradição de comer produtos que imitam a carne está diretamente ligada, também, ao Budismo. A prática budista foi introduzida na China pela Dinastia Han, cerca de dois mil anos atrás. Ao longo dos séculos, sua popularidade teve altos e baixos, paralelamente ligada aos líderes do país. Hoje, o Budismo é praticado por cerca de 20% da população chinesa, ou seja, mais de 250 milhões de pessoas.

Um dos princípios do Budismo é o respeito por todas as criaturas vivas, portanto o vegetarianismo se tornou comum entre seus seguidores. A escritora especializada em comida, Fuschia Dunlop, revela que os monastérios chineses, onde há uma dieta vegetariana restrita, tiveram que se adaptar aos visitantes peregrinos e patronos, que esperavam refeições com carne.

Assim, a comida vegetariana vinda do Budismo chinês se tornou algo “extraordinariamente sofisticada” nos séculos pós Dinastia Han, de acordo com Dunlop.

Mas a China está longe de ser uma nação vegetariana, o consumo de carne ainda é gigante. Nos últimos 60 anos, a demanda por carne de porco aumentou em quase dez vezes o número de suínos abatidos por pessoa.

Ao mesmo tempo em que a população chinesa vai ficando mais rica, a demanda por carne animal aumenta. Interessante, não?

Quer saber mais?

  1. Bloomberg – Will China Buy America’s Fake Meat?

  2. SupChina – The Future Of Fake Meat In China

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