Tecnologia blockchain para os produtos cítricos do Carrefour

Está aí um assunto que há algum tempo não abordamos: blockchain. O site The Futurist, junto com o canal Xyz, elegeu Blockchain como uma das 5 invenções tecnológicas mais importantes para o futuro, junto com Inteligência Artificial (AI), Realidade Aumentada e Realidade Virtual (AR/VR), Computação Cognitiva em nuvem (CCC) e AngularJS e ReactJS.

Para refrescar a memória, Blockchain são bases de registros e dados distribuídos e compartilhados com a função de criar um índice global para todas as transações que ocorrem em um determinado mercado. Funciona de forma pública, sem o intermédio de terceiros, e com compartilhamento universal, tendo informação completa sobre endereços e saldos.

A tecnologia é vista como a principal inovação derivada do bitcoin, visto que é a prova de todas as transações que acontecem na rede, e também tem servido de inspiração para o surgimento de novas criptomoedas e bancos de dados.

E como a tecnologia Blockchain funciona no setor de alimentos? O Carrefour, por exemplo, lançou uma linha de produtos com tecnologia blockchain para os produtos cítricos, e isso vai ajudar no rastreamento desses produtos.

Desse modo, as laranjas pera, Bahia, lima e tangerinas do selo Sabor & Qualidade, vendidas nas lojas do estado de São Paulo, poderão ser rastreadas por essa ferramenta, em qualquer etapa do seu ciclo de vida através de um QR Code nas embalagens. O cliente poderá acessar em tempo real as informações mais amplas, seguras, imutáveis e transparentes sobre o histórico de produção e transporte do produto, como origem, safra, data de coleta, data de processamento em que foram embalados e chegada às prateleiras dos supermercados.

No Brasil, o Carrefour é pioneiro no uso do blockchain na cadeia alimentar, estratégia que está alinhada ao propósito da companhia de educar o consumidor para uma alimentação mais saudável e sustentável, seguindo o movimento global da empresa, conhecido como Act For Food, como vimos na matéria de ontem.

"Essa tecnologia contribui para a democratização da informação sobre a origem do produto para o consumidor, assim, ele pode escolher de forma responsável os alimentos que leva para casa, optando por produtos cuja história é possível conhecer e promover", avalia Lucio Vicente, head de sustentabilidade do Grupo Carrefour Brasil. "As informações fornecidas pelo QR Code asseguram que a produção é monitorada pela empresa e que se tratam de produtos com alto valor agregado", complementa. Até o final de 2021, a expectativa é de que o uso do blockchain seja estendido às outras cadeias do selo Sabor & Qualidade.

A primeira linha de produtos lançada pela companhia com essa tecnologia foi a de Suínos Sabor & Qualidade, em abril de 2019. Faziam parte da plataforma FoodTrust, em parceria com a IBM, que visava melhorar a rastreabilidade tradicional adotada no mercado, aumentando a riqueza de informações e a confiabilidade.

No caso dos suínos, a tecnologia blockchain permitia o acesso a dados sobre criação e controle veterinário, alimentação dos animais, transporte até o abatedouro e açougue, abate e controle de qualidade.




Fonte: Super Varejo e BHB Food.