Tecnologias no setor alimentício: refeições em cápsulas e cozinha inteligente

Seguindo a parceria entre GEPEA e a Food Ventures, em setembro, vamos abordar o tema Tecnologias no setor alimentício: novas formas de produzir alimentos.

No texto dessa semana, abordaremos o tema Refeições em cápsulas e cozinha inteligente.

A parceria entre o GEPEA e a Food Ventures visa criar um conteúdo rico. Que traga a visão de negócios da Food Ventures em conjunto com a visão acadêmica da Empresa Júnior.

O texto dessa semana abrange questões relacionadas a uma visão geral do atual mercado, sua estrutura e ideais pregados. Aproveite a leitura!


Origem da alimentação por pílulas


Podemos dizer que as refeições em pílulas são como os carros voadores: previstos para um futuro que nunca chega?


Fonte: The Futurist Archives

Quem diria que uma feminista sufragista do século XIX seria a responsável pela ideia da comida em cápsulas? Dizemos “responsável pela ideia” pois Mary Elizabeth Lease não foi a inventora dos alimentos encapsulados mas, em 1893, durante uma Exposição em Chicago, escreveu uma dissertação onde dizia que em 1993 os humanos se alimentariam apenas de comida sintética, liberando as mulheres da labuta na cozinha.

Séculos depois, o medo de que o planeta não conseguisse produzir alimentos o suficiente para toda sua população também fez com que a ideia de refeições encapsuladas parecesse inevitável.


Corrida espacial


Assim como vimos no texto sobre impressão 3D de alimentos, a corrida espacial e os experimentos gerados para esses eventos também contribuem para inovações no setor alimentício. As refeições em pílulas foram vistas como o próximo passo na evolução dos alimentos.

Os astronautas enviados em missões espaciais se alimentavam através de nutrientes processados em forma de pó que poderia ser reidratados e consumidos através de canudos, como uma espécie de gel.

Aqui na Terra, a novidade fez com que crianças e adultos também quisessem fazer parte da experiência, abrindo precedente para que barrinhas de cereal envoltas em papel alumínio e sucos em pó, como o Tang, se tornassem populares. A ascensão de alimentos condensados e desidratados colocou as refeições encapsuladas de volta ao mapa.


A evolução das refeições em cápsulas


Os substitutos de refeições ainda geram muita controvérsia, sejam eles em forma de shake, pó ou pílulas. Ainda que sejam vendidos como concentrados de vitaminas, minerais e outros nutrientes, médicos e nutricionistas ainda mantêm uma opinião bem cuidadosa sobre quais seriam os prós e contras - muitos consideram que devem ser usados como complementos de refeições, e não substitutos.

A verdade é que os consumidores, principalmente nos tempos atuais, querem comer saudável com o mínimo de esforço. A demanda por alimentos naturais, orgânicos e saudáveis vem aumentando e a indústria de alimentos tenta se adaptar criando aperitivos ou refeições prontas para comer que levam menos ou nenhum tempo de preparo e a mesma quantidade de nutrientes.


Superalimentos, suplementos alimentares e alimentos funcionais


Quando pensamos em alimentação por cápsulas podemos relacionar aos famosos suplementos alimentares. A alimentação do século 21 pode não ser composta 100% de cápsulas, como se pensava, mas, segundo pesquisa da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos para Fins Especiais e Congêneres (Abiad), os suplementos estão em 54% dos lares brasileiros.

A premissa é muito parecida: alimentos sintetizados, com alta concentração de nutrientes, eliminação de substâncias indesejáveis, como sal, açúcar, etc, e vendidos em forma de pó, cápsulas ou shakes.

Muitos desses suplementos são compostos pelos chamados superalimentos, como as microalgas. São alimentos com presença de diversas vitaminas, minerais e fitoquímicos em quantidades suficientes para proporcionar um benefício adicional.

Há também os alimentos funcionais, que são aqueles com funções nutricionais básicas e ingredientes específicos que fazem bem para a saúde, podendo reduzir o risco de doenças crônicas degenerativas, como câncer e diabetes.

Exemplos de sucesso desse novo estilo de alimentação são a Soylent e a Qpod. A Soylent foi pioneira, lançou em 2014 seu composto nutritivo que pretende reduzir o tempo de preparação de refeições e garantir a melhor nutrição, arrecadando 3 milhões de dólares em uma campanha crowdfunding na época.


Fonte: Soylent

Já a Qpod é uma marca brasileira que utiliza a liofilização, isto é, processo de desidratação utilizado nas comidas dos astronautas. Esse processo consiste no congelamento dos alimentos abaixo de -30 C° e então submissão a uma pressão negativa, que retira a água das células congeladas diretamente do estado sólido para o gasoso, preservando os nutrientes, tamanho, cor, sabor e aroma. Os produtos liofilizados têm baixo peso, pois a maioria dos alimentos possui mais de 80% de água, mas contém os mesmos nutrientes dos alimentos em estado natural.


Fonte: Qpod

Genie é um gênio


Ainda que nossa vida não tenha virado como do desenho animado Os Jetsons, podemos esperar esse nicho de tecnologia aplicada a alimentos crescer bastante. A tecnologia é empregada para garantir alimentação balanceada com facilidade para todos, seja por pílulas ou não.

Os benefícios da alimentação por cápsulas se espelham na gastronomia molecular, ou seja, sabores, temperos e nutrientes são condensados e o consumo de quantidades equilibradas de nutrientes é garantido.

Para isso, foi necessário que se criassem máquinas específicas, controladas por sensores eletrônicos e sistema computadorizado, como é o caso da Genie. Controlada por inteligência artificial e robótica avançada, ela performa as mais complexas tarefas culinárias e entrega refeições saudáveis e saborosas sem produzir desperdício.


Fonte: genie.cooking

Os “fornos inteligentes” da Genie conseguem escanear um código de barras presente nas cápsulas e cozinhar cada refeição em uma sequência específica, como esquentar, esfriar ou cozinhar no vapor.

Fundada em 2014, em Israel, além dos “fornos inteligentes”, a Genie também produz refeições criadas através da liofilização, assim como da Qpod, e feitas com ingredientes frescos, desidratados e livres de conservantes e sabores artificiais.


É o fim do ato de cozinhar?


Além dos benefícios já citados, como a concentração de nutrientes, fica claro que conveniência e facilidade são grandes motivadoras para o advento das refeições em cápsulas.

Tudo começou com o café. Primeiro veio a cafeteira elétrica: coloque o pó, água fria, ligue o botão e pronto, lá estará seu café. Depois veio a cafeteira elétrica de cápsulas: coloque a cápsula do café (ou chá) de preferência, aperte o botão e pronto, seu café será preparado enquanto você se troca ou arruma a cama.

A rotina matinal fica muito mais simples e não gera louça suja. Não é a toa que outras companhias replicaram a ideia para outros produtos alimentícios. Algumas dessas empresas chegaram a angariar cem mil dólares no Kickstarter, site de financiamento coletivo.

A Tovala, por exemplo, é uma máquina semelhante a um micro-ondas e tem as funções de grelha, panela de pressão, forno, micro-ondas e torradeira. Afirma que pode cozinhar refeições entre 10 e 30 minutos, além de oferecer o envio de refeições pré-preparadas semanalmente. Ainda que não utilize cápsulas, você basicamente pode dizer adeus ao ato de cozinhar com ela.


Fonte: Built in Chicago

O futuro da alimentação


Muitos consumidores já acolheram novas formas de se alimentar, seja por sistemas que utilizam cápsulas para bebida ou comida, seja por máquinas inovadoras que cozinham sozinhas, seja por pílulas ricas em nutrientes.

Isso quer dizer que as oportunidades estão em aberto e podemos esperar um futuro com mais dispositivos inteligentes, utilização de algoritmos, inteligência artificial e machine learning. Estes sistemas introduzem um novo e revolucionário modo de preparar alimentos nutritivos e naturais sem muito esforço dentro de casa.

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