Todos de olho no desmatamento da Amazônia

Com as recentes falas do presidente francês Emmanuel Macron, que disse que depender de importação de soja brasileira é ser conivente com o desmatamento da Amazônia, o mundo volta os olhos novamente ao bioma brasileiro.

A declaração foi dada num momento em que a proteção ambiental brasileira vem sendo duramente criticada - madeira ilegal, incêndios, desmatamento, monocultura e falta de fiscalização. Isso coloca em risco um suposto acordo comercial entre União Europeia e Mercosul. Macron chegou a citar que pretende produzir soja europeia.

A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e o vice-presidente Mourão rebateram as críticas feitas pelo presidente francês, dizendo que ele está "desinformado sobre a soja brasileira" e que isso é "protecionismo disfarçado de ‘argumentos verdes’”.

Um estudo publicado no ano passado pela revista científica Science revelou que, sim, pelo menos "20% da soja brasileira produzida na Amazônia e no Cerrado exportada anualmente para a União Europeia (UE) podem ter saído de áreas de desmatamento ilegal". Segundo o site El País, pesquisadores do Brasil, Alemanha e Estados Unidos desenvolveram um software de alta potência ―utilizando dados públicos e mapas― para analisar 815.00 propriedades rurais e identificar as áreas de desmatamento ilegal ligadas à produção de soja e carne bovina.


Luz no fim do túnel


E parece que o café, que foi o principal produto de exportação do Brasil nos séculos XIX e XX, com um monocultivo nos estados do Rio de Janeiro e de São Paulo associado aos latifúndios e à mão de obra escrava, poderá agir como alternativa sustentável à pecuária que avança na Amazônia.

Matéria da UOL mostra que em Apuí, no sul do Amazonas, vem sendo produzido desde 2012 o primeiro café agroecológico da Amazônia. Os produtores "encontraram no sistema agroflorestal um novo modelo de produção que gera renda e mantém a floresta em pé".

Apuí está entre os dez municípios com a maior taxa de desmatamento na região amazônica, mas agora, com a ajuda Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia (Idesam), procuram evitar que o pasto da pecuária tome conta dos antigos cafezais e pretendem dobrar a produtividade na região.

Outras cadeias produtivas também foram focos de projetos na região, como a instalação de 6 miniusinas de extração de óleos em municípios do interior do Amazonas. O projeto foi chamado de Cidades Florestais, e foi desenvolvido pelo Idesam com apoio do Fundo Amazônia.

Uma dessas miniusinas foi recém-inaugurada em Apuí e poderá apoiar os produtores de café que cultivarem em suas agroflorestas espécies como andiroba, copaíba ou outras plantas aromáticas. A copaíba, aliás, será tema de uma próxima matéria.


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Fonte: Canal Rural

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