Uso de cannabis no setor de alimentos

Esse tema, que já foi mais polêmico no passado, há tempos não aparece em nossos textos por um único motivo: as novidades não chegam no Brasil.

Desde a criação da Food Ventures e nosso primeiro blog em outra plataforma, falamos um pouco sobre as inovações da indústria de alimentos e bebidas que envolvem a cannabis - popularmente conhecida aqui por maconha. De vinhos e cervejas com infusão de CBD ou THC (componentes da maconha), a molho de pimenta com cannabis, o mercado tem se mantido atento a essa trend.

A indústria brasileira, no entanto, fica bem para trás quando o assunto é esse, pois a maioria dos produtos são lançados em estados onde a maconha é liberada nos Estados Unidos - principalmente Califórnia, Colorado e Washington. Alguns exemplos também são vistos no Canadá, um dos primeiros países a aprovar o uso em alimentos, na Austrália e na União Europeia, onde é considerado um novo ingrediente.

O mais perto que nós, brasileiros, conseguimos chegar dessa realidade é pelos nossos irmãos latino americanos, como Equador e Uruguai. O Uruguai, que legalizou a produção e venda de maconha em 2013, autorizou também, em 2020, o uso de ingredientes alimentares derivados de sementes de cânhamo, tornando-se o primeiro país da região latino-americana a aprovar o uso de derivados de cânhamo em alimentos.

Dois ingredientes principais foram aprovados: a proteína e o óleo de sementes de cânhamo. Seu uso foi descoberto pela indústria alimentícia devido ao alto teor de ácidos graxos essenciais e a possibilidade de ser usado como fonte de proteína vegetal - aproximadamente 100 gramas de sementes de cânhamo contêm 31% de proteína e 49% de gordura.

Seguindo o Uruguai, o Equador, também em 2020, apresentou uma proposta para regulamentar o uso de ingredientes da cannabis em algumas categorias de produtos, como alimentos e suplementos alimentares. Os ingredientes não devem ter mais que 0,3% de THC em sua composição e "as empresas interessadas em utilizar outra parte da planta de cannabis que não seja a semente (e que não seja nenhuma parte psicoativa, ou seja, com teor de THC igual ou superior a 1%), devem apresentar histórico de consumo seguro no país de origem e as evidencias científicas que indicam seu consumo seguro em humanos".

Como menção honrosa, podemos falar da cerveja brasileira Fumaçônica. Criada em Curitiba, Paraná, a marca não menciona o uso de ingredientes derivados da cannabis na composição das cervejas (não estaria dentro da lei), mas faz menções ao estilo de vida de quem fuma maconha e utiliza de termos e nomes.

São quatro cervejas artesanais, Breeze Blonde, Hash Black IPA, Kunk IPA e Flower APA, e nomes que homenageiam a brisa, o haxixe, o skunk e as flores. O lema da Fumaçônica Brewery é que é produzida regada a "muita fumaça tranquilizante" e a missão é proporcionar momentos de relaxamento e diversão a todos.

Quem sabe um dia essas cervejas não poderão contar com um ingredientes especial? (E legalizado).


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