Viscoso, mas gostoso! Insetos comestíveis ainda são tendência

A pesquisa em Entomofagia publicada pela Revista Pesquisa FAPESP este mês nos traz novamente a essa tendência que vem sendo um sucesso ao redor do mundo.

A entomofagia é o campo que pesquisa o uso de insetos como alimento para o ser humano e essa campo vem aumentando exponencialmente. O interesse pelos insetos como alternativa alimentar cresceu, assim como o faturamento das empresas que apostam nesses ingredientes – seja para alimentação animal ou humana.

Um dos negócios mais bem sucedidos da área é da holandesa Protix, com aportes que chegam a 50 milhões de dólares. A Holanda, inclusive, tem sido um dos países com maior investimento no setor.

Aqui no Brasil não podemos deixar de falar na pioneira Hakkuna, que já foi estrela em algumas matérias da Food Ventures. A startup produz farinha de grilo desde 2015, e vem projetando a instalação de um sistema semiautomatizado para a produção em larga escala desses insetos, visando industrializar e distribuir amplamente suas barras proteicas à base de farinha de grilo.

Também podemos citar a Ecological Food, que vende insetos para fabricação de ração animal e desenvolveu uma dieta específica para grilo e baratas.

É importante citarmos que ambos os projetos foram desenvolvidos e implementados no interior de São Paulo (Piracicaba e Limeira, respectivamente), contando com o apoio científico da USP (Esalq) e da própria FAPESP.

O hábito de comer insetos não é novidade nenhuma para alguns países da Ásia, África e indígenas da América Latina, mas o que levou essa tendência a se tornar mundial?

O senso comum acredita ser um hábito curioso praticado por povos excêntricos que ‘precisam’ desse tipo de alimentos para matar a fome. A realidade é que, em muitos países, os insetos podem ser iguarias caras, pois os habitantes gostam de comê-los pelo paladar mesmo.

Além disso, os insetos apresentam riqueza em nutrientes – como já diriam Timão e Pumba, no clássico filme Rei Leão. Eles contêm aminoácidos essenciais, fibras, ácidos graxos ômega-3 e ômega-6, além de teores de ferro, cálcio e proteínas maiores do que em aves, bovinos e suínos.

Outro grande fator é o ecológico, pois a criação de insetos requer menos uso de terras, agride menos o ambiente e, se feita em larga escala, pode ajudar a combater a fome mundial.

Os insetos ainda servem como decompositores na cadeia alimentar, pois reciclam matéria orgânica, e como polinizadores, pois garantem a reprodução de plantas. Se criados em condições controladas e processados corretamente, têm menos risco de transmissão de zoonoses que outros animais (como mamíferos e aves).

O artigo da Revista Pesquisa FAPESP é bem completo e interessante e merece uma leitura demorada, portanto não deixem de acessar o link no início desta matéria.

Agora é esperar para ver se esses produtos industrializados à base de insetos, que vão desde hambúrgueres a barras de cereais, massas, granola e biscoitos, realmente tomarão conta das prateleiras e entrarão no gosto do consumidor.

Veja também:

  1. Waffles belgas com manteiga de inseto – é este o futuro?

Acesso o Instagram da Food Ventures e veja mais exemplos dos produtos citados na matéria: instagram.com/foodventureshub

#insetos

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